Famílias no vermelho: inadimplência no Brasil atinge maior índice em quase dois anos

O sufocamento financeiro e a ultrapassagem dos limites orçamentários das famílias estão cada vez mais preocupantes no país. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a inadimplência do brasileiro atingiu 30,2% em julho. É o maior percentual dos últimos dois anos.

De acordo com dados divulgados pelo Seresa, o estado de Pernambuco teve uma taxa de inadimplência de 46,9% em janeiro de 2025, o que o colocou como o estado mais inadimplente da região Nordeste na época. Em junho de 2024, eram mais de 3,39 milhões de inadimplentes, com leve redução em comparação a maio. Para a coordenadora do Núcleo de Negócios da Wyden, Petra Fernanda, o principal vilão desse cenário é a falta de planejamento financeiro familiar, que pode trazer sérios prejuízos.

“É importante que toda a família conheça a situação financeira em que vive. Assim, todos podem contribuir em casa, ajudando a utilizar os recursos de forma mais racional, evitando o consumo excessivo, priorizando as necessidades e mudando hábitos que prejudiquem o orçamento”, alerta.

ESTRATÉGIAS

Para evitar o sufocamento financeiro, Petra aponta um ponto de atenção para evitar um hábito muito comum entre os brasileiros inadimplentes. “A maioria das pessoas recorrem aos créditos rotativos, que são grandes vilões e devem ser evitados, pois apresentam os maiores juros do mercado. Essa modalidade exige muito cuidado, já que rapidamente pode transformar dívidas pequenas em uma bola de neve e, consequentemente, tornar a pessoa inadimplente”, ressalta.

A preocupação da professora encontra respaldo nas estatísticas. Apenas em maio de 2025, a taxa média de juros do crédito rotativo no cartão de crédito registrou 449,9% ao ano, conforme o Banco Central do Brasil (BC), com aumento de 5,7 pontos percentuais sobre abril.

A coordenadora reforça que nunca é tarde para reorganizar os gastos e construir um caminho mais seguro e estável. “Saber exatamente o quanto se pode gastar é essencial para evitar o endividamento. Além disso, ter uma reserva de emergência é fundamental, pois grande parte da população não se preocupa com isso e acaba gastando todo o rendimento de uma só vez. O ideal é que se mantenha uma quantia equivalente a pelo menos três vezes a renda líquida da família para enfrentar imprevistos”, conclui.

Continue lendo

Pets e as festas de fim de ano: Como minimizar riscos e proteger os bichinhos

Abertura total do mercado de energia inaugura nova era para consumidores

Programa de internacionalização universitária leva alunos a vivência acadêmica imersiva em Lima, no Peru

Instituições de ensino superior ampliam presença em escolas públicas e privadas e reforçam conexão com estudantes do Ensino Médio

Pobre Juan apresenta menu especial de fim de ano com assinatura do chef

Chef revela bastidores da excelência do Pobre Juan: “O segredo é o carinho com as pessoas”

13º salário deve impulsionar varejo, serviços e planejamento financeiro das famílias, aponta economista

Padre Damião Silva lança, nesta sexta-feira (05), a música Luzes de Natal

Pesquisa analisa comportamento de agressores em casos de violência doméstica e orienta ações de proteção às vítimas

Reciclagem de óleo de cozinha vira aliada contra alagamentos e inspira práticas sustentáveis no Recife

Black Friday 2025 deve movimentar mais de R$ 8 bilhões no Brasil, com foco em descontos reais e experiência do consumidor

Aluna de Gastronomia da Wyden é campeã do Chef Show Norte-Nordeste 2025

Arquitetura e clima: especialistas se reúnem no Recife para propor soluções sustentáveis

Estudante pernambucano tem recebe título de melhor trabalho no 20º Colóquio de Moda

Shopping Patteo Olinda promove Halloween Pet com cãocurso de fantasias e arrecadação de ração para ONG

Pobre Juan recebe o chef Dario Cecchini para sequência de jantares