Nova regra do bafômetro diferencia pré-teste de triagem da medição que pode comprovar infração

As novas regras para a fiscalização de álcool no trânsito passaram a diferenciar de forma mais clara duas etapas que podem ser utilizadas durante as abordagens: o pré-teste, realizado com o chamado etilômetro passivo, e a medição feita com o etilômetro ativo, o bafômetro tradicional no qual o motorista sopra diretamente no bocal do equipamento. A Resolução nº 1.031/2026, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), formalizou o uso do etilômetro passivo como instrumento de triagem. O aparelho permite identificar rapidamente indícios da presença de álcool, mas seu resultado, isoladamente, não pode ser utilizado para autuar o motorista por dirigir sob influência da substância.

Fernando do Carmo Pereira, professor de Engenharia da Wyden, explica que o primeiro equipamento funciona como um filtro durante a fiscalização. “O etilômetro passivo é utilizado para uma avaliação inicial. Se não houver indicação de álcool, o motorista pode ser liberado dessa etapa. Se o aparelho apontar a presença da substância, isso não significa que já exista comprovação da infração. A partir daí, é necessário realizar uma avaliação com o equipamento adequado para a medição”, afirma.

Na etapa seguinte, pode ser utilizado o etilômetro ativo, no qual o motorista sopra diretamente no bocal do aparelho. É esse teste, observados os requisitos técnicos e os procedimentos previstos na regulamentação, que fornece uma medição capaz de ser utilizada para a constatação da presença de álcool na fiscalização. A diferenciação é importante também porque o primeiro teste pode ser influenciado por situações momentâneas, como a presença de álcool residual na boca. Isso pode ocorrer, por exemplo, após o uso recente de enxaguantes bucais que contenham álcool ou o contato com outros produtos que tenham a substância em sua composição.

“Imagine uma pessoa que tenha acabado de utilizar um enxaguante bucal com álcool. O pré-teste pode identificar essa presença e indicar a necessidade de uma verificação mais detalhada. Mas esse resultado inicial não é suficiente para concluir que o motorista ingeriu bebida alcoólica ou para gerar uma autuação por alcoolemia”, explica Pereira. Segundo o professor, o teste ativo permite uma avaliação mais precisa. Caso exista alguma circunstância capaz de interferir no resultado, o procedimento também assegura a possibilidade de uma nova medição.

“É preciso diferenciar um resíduo que permaneceu temporariamente na boca do álcool efetivamente detectado pelo procedimento de fiscalização. Quando existe dúvida sobre uma possível interferência, o reteste ajuda a verificar se aquela condição persiste ou desaparece, dando mais segurança ao resultado”, afirma. A atualização busca tornar mais claros e padronizados os procedimentos utilizados nas operações de fiscalização. Na prática, evita que uma indicação obtida em um instrumento de triagem seja tratada, sozinha, como comprovação da infração.

Para Pereira, a diferenciação também aumenta a segurança jurídica das abordagens. “Quanto mais claro estiver o papel de cada equipamento, mais confiável será o procedimento. O pré-teste identifica uma suspeita e permite selecionar quem precisa passar por uma avaliação mais precisa. A confirmação exige o procedimento adequado. Isso protege a fiscalização e também o motorista contra conclusões baseadas apenas em uma interferência pontual”, destaca.

As novas regras não criam uma tolerância para o consumo de álcool antes de dirigir nem reduzem as penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro. A orientação permanece a mesma: quem vai assumir a direção não deve consumir bebida alcoólica. “O objetivo não é flexibilizar a Lei Seca, mas aperfeiçoar a forma como a fiscalização é realizada. A diferença é que agora fica mais evidente o que é apenas uma triagem e o que efetivamente pode ser utilizado para comprovar a presença de álcool”, conclui Pereira.

Continue lendo

Como a escola e a comunidade preparam crianças para transformar o futuro

A importância da doação de sangue e o papel da juventude na manutenção dos estoques

Celulite Facial: Especialista alerta que condição vai além da estética e exige atenção aos primeiros sintomas

Sucos e espumantes impulsionam vendas da Garibaldi no Nordeste

Universitários de Recife participam dos bastidores do festival Clássicos do Brasil

Hidden realiza Baile à Fantasia de Halloween no dia 31 de outubro

Cooperativa Vinícola Garibaldi tem dez amostras selecionadas na 34ª Avaliação Nacional de Vinhos

UNIFBV realiza ação de mamografia gratuita para a comunidade em novembro

Cooperativa Vinícola Garibaldi apresenta vinhos que podem pautar o futuro do setor

Você sabe receber críticas? Especialista explica como transformar feedback em oportunidade de crescimento profissional

Segurança além do EPI: empresas apostam em cultura permanente de prevenção

Aluno de Design de Moda da UniFBV Wyden conquista segundo lugar no Festival ECOMODA AGRESTE 2026

Espumantes da Cooperativa Vinícola Garibaldi conquistam dois ouros em premiação mundial na França

Outubro Rosa chama atenção para direitos das trabalhadoras durante tratamento do câncer

Aos 60 anos, FGTS oferece possibilidades de saque que vão além da demissão

Brasil deve ter 78,6 mil novos casos de câncer de mama por ano até 2028